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Um Paraguai a crescer com “boom” na construção civil e obras públicas

 

8.3 biliões de dólares em obras públicas e um défice de 1.200.000 casas estão a impulsionar o mercado da construção civil para níveis nunca vistos.

 

A consequência imediata deste “boom”, proporcionada por uma baixa dívida pública (apenas 15%) e um acesso ao crédito bancário cada vez mais barato é a alavancagem deste sector que está a arrastar toda a economia paraguaia para um crescimento sustentado com implicação directa num aumento do poder de compra cada vez mais generalizado e sofisticado.

 

Com o aquecimento do mercado, materiais de construção civil, matéria-prima e mão-de-obra especializada estão em falta, principalmente de qualidade. Hoje em todo Paraguai há três fábricas de cimento, uma estatal e duas privadas, que não conseguem atender à procura, o que estimula os preços.

 

Anualmente, realiza-se na última semana de Maio de 2015 na capital, a feira mais importante no sector dos materiais para a construção civil, onde se esperam que em 4 dias se desloquem 50.000 visitantes profissionais sendo considerado este evento, como um grande barómetro da indústria da construção civil.

 

A título meramente informativo, um dos maiores condomínios horizontais da América Latina, o Paraná Country Club tem hoje 940 casas – o triplo de três anos atrás – e o preço dos lotes disparou. US$ 3 milhões é o valor de algumas residências de luxo neste supercondomínio Paraná Country Club, em Hernandárias. Cerca de 7 mil pessoas moram no condomínio, das quais 30% são brasileiras, e desfrutam de requintes como campos de golfe e pista de pouso. Isto significa que há um novo grupo de consumidores que estão cada vez mais exigentes. Não é por acaso que as empresas espanholas fornecedoras deste sector estão a entrar neste mercado.

 

A capital Assunção hoje é um canteiro de obras. O sector privado investe em casas e projetos comerciais e em conjunto com os projectos governamentais deparam-se atualmente com um problema: falta materiais de construção.